Breve pensamento

"O que realmente torna os fatos verídicos, é a nossa capacidade de admiti-las verdadeiras."

 

A dor só desatinará agudamente se pensarmos - e portanto afirmarmos- que ela palpita sem parar.

O time será fantástico se você deixar-se contagiar por essa ideia.

O trânsito continuará o mesmo se você admiti-lo engarrafado.

A frieza das pessoas existirá a partir da sua participação consciente do silêncio coletivo - silêncio este de uma verbalização concreta e sociável.

A tristeza habitará teus dias se você não permitir a alegria das pequenas coisas.

(...)

Isso vale para situações subjetivas comandadas pelo consciente (e por que não, quem sabe ao inconsciente?). E o conjunto dos subjetivos gera uma sociedade. É o ciclo das situações e dos fatos.

A corrente do bem ou do mal.

O homem gosta de sentir-se superior, suportanto a pior dor - a do outro sempre será um pouco menor do que a dele, não biologicamente falando, mas porque ele quer que assim seja.Sentindo-se o mártir da própria existência.

Uma das etapas da felicidade se encontram na vontade de mudar, de reconstruir-se, corrigindo os erros a cada momento. Não devemos aceitar tudo passivamente, é preciso questionar-se.

      O certo e o errado. O ser e o não ser. A atitude. Tudo isso se inicia em nós.

Iniciando o ano...

A literatura é a arte dos incompetentes e desiludidos. Depois de tentar o piano e não conseguir tirar uma só acorde, procura o futebol e descobre ser o maior perna de pau da história. Ainda por cima não possui nenhuma habilidade com os números para uma futura parceria com as engenharias...você descobre as letras!

É a única coisa que você pode manipular sem medo. Basta escrever e pronto! Faça dos seus sentimentos a sua gramática. E das suas confusões o enredo e...pronto!Aí estará a comédia pronta!

A literatura consiste nos bastidores da humanidade. Afinal, as palavras nos acolhem da maneira que somos e pensamos : aí está a beleza, pois ela não possui regras. Cada ser humano é ímpar e a palavra...democrática a todo pensar.

É o barro nas mãos do escultor, pode-se esculpir a dúvida,o amor, o drama e a alegria. As palavras estão livres, basta-nos a missão de organizá-las com nossos sentimentos e delírios.

Pena que às vezes elas fogem.Mas creio que quando isso ocorre é porque elas estão se organizando dentro de nós,esperando o momentos certo de serem grafadas/palavradas e expelida de nós. Trata-se do amadurecimento literário, cuja árvore somos nós e os frutos são os nossos versos dispersos pelos galhos espaçados.

Palavra como verbo, substantivo ou adjetivos. Às vezes para conjunção...ora apenas uma exclamação. Nós? Um conjunto de palavras ambulantes com um começo paragrafado da geração, interrogações pelo decorrer da vida e um ponto final precedido de reticências na passagem para a eternidade.

P-A-L-A-V-R-A que é vida!

Jundiaí,01 de janeiro de 2009.

 

Riso Novo endereço :

http://palavraspalavradas.blogspot.com

 



Por uma juventude plena!!!
Por JP :

"Como todo jovem de 0 a 100 ser dinâmica a juventude nunca termina".


É o que ele diz sorridentemente discreto, com sinceridade pura e motivação constante. Ao ver espaços em branco ele preenche, ao ver minha dúvida ele responde.



Contos de outono...
Pulavam e pulsavam alegres pelo parque arrastando com os pés as folhas secas caídas no chão do fim daquele outono. A luz do Sol deitava em retalhos por entre as frestas das folhagens persistentes formando uma malha em tons de crepúsculo vivo.
Sentiam o vento no rosto como que os envolvesse naquela dança dos ares permitindo a proximidade que a natureza disponibilizava para aqueles pequenos seres humanos despreocupados. Corriam atrás de uma bola que já se via ao longe...porém a vontade de pegá-la era mais vivaz que a dos homens que pregam a democracia em folhas e em palanques.
Tropeçavam, esfolavam os joelhos já esfolados por outras estripolias, levantavam com mais fervor e persistência a cada tombo. Aquele ar do entardecer funcionava como oxigênio aos pulmões e como sonhos a desacreditados. Não tinham medo das horas nem do fim destas - talvez vez ou outra temessem algum bicho papão desdentado de suas imaginações.
Eram essencialmente jovens. Encontravam a felicidade na natureza, numa bola,num tombo, num levantar, em um Sol desfalecido. Eram filhos do bem maior. Encorajados pela inocência que desvenda os mistérios dos corações aflitos e que brota sorrisos do nada : era isso! Eles tiravam a alegria do nada. A alegria do nada ser!Do nada dever! Do nada ter que explicar ou temer! Eram em essência pura e sem sombras.
A meta?
Uma bola.
Álbum de memórias
O silêncio dele dizia mais alto que qualquer coisa.Expunha todas as verdades ocultas.Era sempre a respiração ofegante, os chinelos arrastando pelo chão da cozinha, anunciando a chegada do morador de cabelos brancos.
Era o teimoso espanhol e o italiano trabalhador.Muitas vezes me pego com as manias dele : minha essência genética faz com que os reproduza.Arrumo todas as noites meus chinelos par a par, por vezes imito as gesticulações e palavreados.

Em seus olhos claros e tristonhos, olhava distantemente...talvez buscando novos horizontes...Mas ele não era nostálgico e muito menos buscava respostas para perguntas essenciais.Ele simplesmente vivia conforme a vida mandava. Não questionava. Pouco falava. E tinha poucas verdades (absolutas) a serem reveladas.
Tua capacidade de fazer e de cultivar poucas, porém verdadeiras amizades, me traz lembranças felizes. "Angelus"! Do nome retirava todo o silêncio...será oração constante? Não sei. Hoje vive distante.
Sistemático nas ações, diferente na ausência das revelações. Com o passar de nosso mestre,repetia as mesmas coisas. Repetia?! Acho que era uma maneira de lembrar o que lhe fora bom.
Silêncio constante, sem respostas, sem perguntas. Possuía ações.
Era o que era...inteligente e inquestionável. Respeitável.
Ele foi avô.
HOW CAN I TRY TO EXPLAIN???
14/08/08 às 7:20 a.m nos bancos de cimento da ETEVAV : Gustavo E. fez um ato de cavalheiro, cedeu lugar a uma dama! Incrível! HAUHAUHAUAHUAHUAHAUHAUHAU =P

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It was raining and...

...Daí eu briguei comigo
Me perdoei
E briguei de novo
(pausa)
Agora chove!

E assim nos transtornos que me circundavam
Nos sentimentos emaranhados do meu ser
Peguei-me nessa situação inevitavelmente mortal
Aqui
Agora estou filha de meus pecados
Escrava da minha dor
Estaticamente transtornada

É a pulsação que me move
São coisas que no peito se escondem
É mágoa e hora infantilidade que brota
É uma gota fina de birra que escorre em minha consciência
Brigo comigo
Logo, transgrido a alguém com meu silêncio
Quando brava...
Fico despida de palavras verbalizadas

São luzes amareladas
Que trazem o aconchego até a pouco esvaziado
São luzes que preenchem aquela que se apagou
São artifícios...

Logo...Ou não
Volto a mim
A rir e a falar alto
Tenho que estas sejam minhas máscaras
Pois, quanto mais muda
Quanto mais a dor é aguda
Mais me vejo no espelho de mim mesma

E sou eu interior que diz a mim exterior:
“Pobre menina transfigurada a realidade
Fraca as suas limitações
Presa a recordações
O que tens é um nó na garganta
Olhar desviado e sorrisos negados
Vai!
Esconde-se
Preserva-te
Seja
É”

O que posso revelar é...
Que agora chove.


Diálogo:Mais que falar...A ponte com o saber ouvir.
Nasci, cresci...Cresço!
Fruto de palavras
Dialogadas
Olhadas
Traduzidas em gestos
Palavras além do verbo!

Palavras que me sustentam por dentro
Que preenchem o espaço que há aqui
Palavras que concretizam pensamentos
Palavras que formam jogos para mim.

Palavra em cada letra
Palavra em cada som
Palavra que me atinge
Palavra que é dom!

Palavra
Diálogo
Comunicação!
A ponte entre os humanos
Palavras ao coração.

Idéias, medos e vibrações.
Palavras que aliviam
Que transcendem o universo que existe em mim!
Em ti!

Palavra que é reflexo...Espelho.
Palavra muda
Cantada
Recitada
Sorrida
Palavras pela vida
Que na ciranda transcorrida
Constrói pedaços de mim.

Palavra que unifica
Modifica!
A antítese e a tese
O ser ou não ser
A ocultação

Palavra...Graça necessária!
Palavra...Fragmentos de alimentos d’alma
Palavras...Além de palavras...

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Quanto ao mais...chove!

Abraços!!!!
Eram brancos os cabelos que irradiavam a luz de sua sabedoria adquirida com o tempo,entre lágrimas e risos. Mostrava toda a sua beleza e coragem com que lutara durante todos aqueles anos pelo seu país, e a doce firmeza com que criara seus filhos com a mais pura essência do amor...ela era mulher e linda!Suas rugas expressavam as marcas de uma história escrita sob o sol e suor : brasileira nata de sangue e coração.Construiu a história deste chão, e agora observa os outros apartamentos da sacada de seu prédio.
Olhava atentamente cada carro que passava com uma pressa sem igual,buzinas e xingos compunham aquela cena acizentada daquela metrópole seca e sem planos. "Tanta pressa para nada..." pensava ela vendo a imaturidade dos loucos que corriam dentre os carros. "Mal sabem o quanto que demorou para isso se erguer, não brigamos com o tempo...como uma criança,vimos essa terra ser gerada.Geramos-a. E hoje, por que vocês abortam cada segundo com o medo?Preocupações?". Mal sabia ela que seus pensamentos eram afogados nas próprias águas de seus sábios pensamentos.
Agora ela estava ali.Ignorada pela sociedade.Tratada como peça descartada. Alvo dos olhares de dó por não conter mais jovialidade física...Tão cegos os filhos desta terra...são pobres.
A porta se abriu. Passos apressadinhos e a respiração ofegante de quem havia andado muito em pouco tempo. Água era despejada no copo lentamente, abrindo espaço para a mentita ali a pouco contada. Três goles foram o suficiente.
Agora passos lentos. E medo.Coração disparado. Garganta rapidamente seca:
- Não fui eu...(inspira - expira!). Sabe a bola. Foi ela, e o Duda tava junto.
A campainha toca, ecoando seu som pelo silêncio agora obtido.
- A senhora é a responsável pelo menino? Minha vidraça foi quebrada.
A avó olha ternamente para o neto. É o frescor da infâcia.
É O INVERSO...
Versos versados
Perversos
Hispóteses do universo
Tudo o que quero é o inverso
Fuga para a ilusão
Mentira da consciência
fruto da insegurança é o meu momento
O que eu quero é o inverso dessa gramática vivida
A lágrima a regar o riso
O consolo pra aliviar a dor
A mão pra levantar do tombo
O amigo pra falar na mudez
O sangue vertente
é quente!
É a valsa da dor
Avassalador!
Meu sentimento é corrente
É cor quente!
É o choro do sonhador
Sonho e dor!
Calo de lavrador
Meu pranto é riso
E nota de violão
É noite e fogueira
Dia de sol com banho de mangueira
Minhas idéias são manhãs ensolaradas
E ora, noites estreladas
Pássaro sem asas : voam para dentro de si
Em busca do aconchego do lar
Que é fonte de suas inspirações atadas a interrogações
Na verdade...
É nada.

___________________ ** ______________________

Eis que voltará o relógio a tocar, o corredor para percorrer, a mão para apoiar o queixo, os olhos a espiar a porta, a vontade de dormir, querer férias repentinamente...
Elas se foram!!!! Adeus férias!!! Até a próxima!

Abraços!
Fragmento
‘Sou pó e ao pó voltarei...’
É assim que está escrito
Nas páginas do grande livro
Posso não ter forças para mudar o que está firmado
Mas tenho forças de mudar o que me pertence quanto a tempo
Este me foi dado de presente
Posso o reger com a minha consciência
Buscando manter em essência
Os risos dados por mim
...Dentro ou fora
Certo ou incerto
Sentimentos de um mortal.
_______**_________

Semanalidades:
Passei a semana ao lado de bons amigos.A vida seria sem graça de mais sem eles.Acho que até que insuportável.É isso,e blog de cara de nova!!!

Abraços!
POR UM FIASCO DE VIDA...

O choro desenfreado de uma mulher sentada na sarjeta olhando atentamente os papéis de bala que estavam no chão preto-piche que desprendia o calor que o céu refletia no ventre da terra chamou minha atenção por um instante de absoluto silêncio dentro de mim. Carros, helicópteros, pernas e vozes pisando friamente sob as lágrimas que carregavam a dor de não ter ido até o fim...A dor de ter duvidado que ela era capaz.
A capacidade que ninguém havia lhe revelado que possuía, o poder de sorrir quando todas as bocas blasfemavam achando que assim aliviariam o peso do problema. O poder de movimentar suas mãos, concertando brinquedos enquanto os outros culpavam o poder público de não atender o menor abandonado em pleno natal.Nem sequer lhe avisaram que ela possuía belos olhos negros com uma profundidade de compaixão capaz de modificar rotas equivocadas e que suas palavras poderiam tornar-se oração diante das barreiras que o destino insistia em trazer. Ela possuía todas as qualidades que os seres humanos possuem e não percebem...As características mais puras da essência mortal. Ela era “mais uma” vida catalogada para o estado civil. E o diamante escondido dos olhos dos mortais...Sim, ela era filha de Deus Pai o tempo todo...E nunca perceberam a divindade de sua filiação, nem ela própria sentia até então a preciosidade de seus dias, o valor de seu respirar, o poder da batida nas veias, o sentir o sol na cara não era comum.Tudo se manifestava para que ela percebesse a realidade...E ela não percebeu, ou esqueceram de avisar. Mas naquele dia um diagnóstico revelou.
Ela lia e relia os resultado que ela trazia em suas mãos, um papel que avisava que dentro de semanas ela partiria daquela rua sem nada ter feito para naquela hora se fortalecer e sentir a vitalidade necessária. E naquele momento derradeiro ela só se perguntava “Por quê?...” por que foi daquele jeito, daquela maneira...Por que tanta tarde não vivida, tanta janela sem ser aberta, ela se perdeu por pensar que o amanhã era simplesmente amanhã e que nunca chegaria, até que o amanhã chega e você quer concertar o ontem.Era o suspiro do milagre negado.O último momento rasgado...
Somos todos donos de potenciais e virtudes que precisam ser usados. De que adianta a vela acesa debaixo da cama?Assim ela ilumina nada e um dia se apagará sem dar a luz a algum andante em busca da porta.Acendamos nossos valores e vamos valorizar as manhãs, o pôr-do-sol, valorizar o nosso direito de viver.Pois como diz a canção do poeta “... e o milagre vem pra mim e pra você”.

***Estou sem barra de cores, tamanho de fonte =( e blá blá blá...

MEU ABRAÇO E COMENTEM!!!!!!!

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VISITEM :

http://www.fotolog.com/waghc
Do outro lado da rua e...
- O RETORNO DE CAMILA -

---> Sim, hoje tem poesia!!! Mas antes algumas considerações : leiam!rs.

Justificativas de minha ausência:
-semana de provas
-o pc pifou
-depois de pronto o modem resolveu dar problema
-modem arrumado e msn não quer funcionar :S acho que nem lembro mais como se conversa lá.
-Ou seja, não estou totalmente conectada.

***A TODOS QUE COMENTARAM AQUI MESMO NA MINHA AUSÊNCIA...SEM ATUALIZAR...MUITO OBRIGADA!!!!VOLTAREMOS AO ESTADO NORMAL.

Agradecimentos:
Wag e Fatiminha : por sempre passarem aqui! Gosto de ver o que vocês têm a dizer =)
E a todos os que por aqui passam...Valeuuuuuu.

Agora chega e vamos ao que interessa,rs:

Do outro lado da rua...

Do outro lado da rua
Tudo é tão perto e tão distante
Numerado e misterioso

Do outro lado da rua
A luminosidade do Sol se faz escuridão
As palavras emudecem
O sentimento se afoga na razão

Do outro lado da rua
O olhar despretensioso é a ponte
A cabeça se abaixa
O desconhecimento se alastra

Do outro lado da rua não há pessoas
Há estatísticas
Gente que trabalha e contribui a economia
Gente que é número, que é explicação.

Do outro lado da rua
Ninguém se interessa
É longa a travessa
Difícil a comunicação

Do outro lado da rua
O SER humano é irreconhecível
Os sentimentos desconhecidos
Apoiam-se em desilusão.

Dizem que o mundo não tem jeito
Que não encontram solução
Desconhecem-se a si mesmos...
Como pensam que a acharão?

Do outro lado da rua
Cercados por muros de ausência de palavras
Gentilezas e fraternidade
Envolvem-se no véu da limitação
Onde a rua é a fronteira
Ou será a frieza da nova geração?

Do outro lado da rua
Existem manchetes ambulantes
Mundos distantes
Há interrogação.



No mundo capitalista em que vivemos “o tempo é dinheiro”,e assim nos recusamos às relações humanas. O “bom dia” é pronunciado por poucos, o CONHECER o outro é quimera, o olhar é deixado de lado e quando lançado às vezes gera preocupação.
Não existe mais a prosa do final da tarde, parece que ninguém tem vizinho. A dona Maria, hoje é a mulher lá do apartamento 23.
Tudo é superficial, enquanto a Terra se aquece os corações que se dizem humanos resfriam. Espero que um dia todos acordem e vejam que por detrás de cada ser existe uma história construída e outra por construir, sentimentos e preocupações, e virtudes para retribuir.
“Tão perto e tão distante”: eis a antítese cotidiana. O poder da mudança está em nossas mãos.

Forte abraço

E férias!!!! ;)

 "NÃO SÃO POR MIM AS ESTAÇÕES, NEM O CURSO DOS MESES,NEM A PASSAGEM DAS HORAS." (FERNANDO PESSOA)

 

                 

 

Onde o tempo se esconde?

Atrás de mim? Ou na minha frente?

Ele é passado e ora futuro

Geralmente...Presente.

 

Escondido ele revela sua realidade

Transforma o novo em velho

O triste em feliz

A luz que clareia os cabelos

Traz a maturidade ao aprendiz

 

Ele é o dono da contradição

O senhor das respostas

O terror da derrotas

O consolo do infeliz.

 

Ele é o abstrato concreto

O documento a céu aberto

É o medo do vaidoso

E o remédio do choroso.

 

Ele não mente

Traz a verdade de maneira bruta

E lapida sua feiúra.

 

Ele é rápido e lento

Incansável e frágil

Maleável e arrogante

Muitas vezes...Sufocante!

 

É ele quem determina o indeterminável

E que alcança o incansável

Ele habita em mim

No outro

Em você!

Somos tempos ambulantes!

 

Ele está no tic-e-tac

No invisível

No impensável

Ele corre e perambula

Nos persegue

E com o tempo se acumula

 

Sem ele talvez fique sem graça

O tempo é o companheiro

Quando a gente se abandona

Pois junto dele a esperança se faz dona.

 

Ele é alento

Ele é saudade

Ele é presente e é ausente.

O tempo é reticências e ponto final.

Ele é a exclamação e a interrogação.

O tempo é o tempo

Tão difícil de se ver...

...E tão fácil de sentir...

 (O tempo transcorre dia e noite. Dormindo ou acordado...enfim!Ele é indeterminável).

 

Abraços aos que por aqui passarem...

Camila Chiquetto.

 

"PÉS" PROPAGANDA

AS Verde = Wag              AS Rosa=Mila Maria

Merchandise pra All Star ok?!

"Sou qualquer coisa que fui..." F.Pessoa

Lembranças de um tempo

Que fui outro

Pensei outro

Ohei outro

Senti outro

Enfim...Saudades de outrem!

 

Onde eu era ninguém

Meu nome era Anônimo

E meu endereço

Era lá naquela esquina inexistente

Onde fui mais sorridente sob a luz da escuridão

 

Livre das cobiças e das injustiças

Livre do preço de viver

Meu refúgio era sonhar

Contar estrelas...Observar o luar!

Sem estatísticas e sem teses

Sem medo do amanhã

Meu hoje é meu presente

Meu futuro...A este me dou!

 

Hoje deixo essa quimera

Num cantinho onde escondido estou

Uso uma máscara bonita

Que, porém me sufocou.

Descobri minha face

E achei que assim melhor ficou

Na mais pura essência

Na maior vivacidade da matiz

Nasci para nova vida

E construo o dia mais feliz.

 

 

 

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